top of page
Voltar
Concurso Escola Alerta

Projeto Escola Alerta 2025/2026

     MEMÓRIA DESCRITIVA DO PROJETO AECUBA

 

O Projeto Escola Alerta nasce da necessidade de colocar os sentimentos dos alunos no centro da ação educativa, promovendo uma escola mais humana e consciente. No quotidiano escolar, as crianças vivem emoções intensas que, quando não são compreendidas ou expressas de forma adequada, podem refletir-se em comportamentos desajustados, isolamento ou desmotivação. Muitas vezes, aquilo que é interpretado como indisciplina é, na verdade, a expressão de um sentimento não ouvido.

Valorizar e integrar a dimensão emocional no processo educativo permite desenvolver o autocontrolo, a autoestima, a comunicação e relações mais saudáveis. Uma escola atenta não reage apenas ao comportamento: procura compreender a emoção que lhe está subjacente, criando um ambiente mais equilibrado e favorável à aprendizagem.

Este trabalho assume particular relevância no contexto da deficiência e das barreiras à participação. Muitas limitações não são apenas físicas ou cognitivas, mas também emocionais e comportamentais. Ao promover a educação emocional, a escola contribui para reduzir preconceitos, ultrapassar barreiras e fortalecer a empatia. Cuidar das emoções é, assim, um passo essencial para construir uma escola verdadeiramente inclusiva, onde cada aluno é reconhecido, respeitado e integrado na sua singularidade.

   MEMÓRIA DESCRITIVA DO TRABALHO

 

A presente atividade teve como principal objetivo promover a expressão das emoções na turma, reconhecendo que somos um grupo com meninos diferentes, cada um com sentimentos e formas próprias de estar.

Procurou-se criar um espaço seguro para que todos pudessem dizer como se sentem, compreendendo que muitas vezes as crianças escondem o que sentem dos pais, sobretudo os sentimentos considerados “maus”. Foi trabalhada a ideia de que sentimos as emoções no nosso corpo e que todas elas — agradáveis ou difíceis — são importantes e especiais.

Assim, pretendeu-se mostrar que temos emoções diferentes, valorizando o respeito, a empatia e a aceitação dos sentimentos como parte fundamental do nosso crescimento.

Objetivos do Trabalho

• Identificar e reconhecer emoções e sentimentos

• Aprender que todas as emoções são válidas

• Expressar sentimentos através da arte e da cor

• Promover o respeito pelas emoções dos outros

• Desenvolver a empatia e a inclusão na escola

• Valorizar a diversidade cultural e emocional dos alunos

 METODOLOGIA UTILIZADA

• Conversas orientadas sobre emoções (alegria, tristeza, medo, raiva, calma, orgulho…)

• Observação de imagens que criam impacto e uma ou várias emoções (como por exemplo ir na rua e verificar que uma pessoas que se desloca em cadeira de rodas tem o passeio bloqueado), e símbolos representativos de emoções

• Escolha individual de uma emoção com a qual cada aluno se identifica

• Pintura de uma folha de papel em formato peça de puzzle, onde cada aluno:

• Associou uma cor ao sentimento escolhido

• Desenhou ou colou linha ou uma imagem símbolo da emoção

• Partilha oral simples:

“Escolhi esta emoção porque…”

• Construção de uma exposição coletiva com o título:

“Na nossa escola, todas as emoções têm lugar”

• Elaboração de uma música original sobre as sobre as emoções na turma.

   RECURSOS UTILIZADOS

 Folhas A3

• Tintas, canetas de feltro e pincéis

• Imagens e pictogramas de emoções

• Papel de cenário, papel autocolante e materiais reciclados

• Apoio do professor e dos técnicos

• Espaço expositivo na escola

• Computador

   RESULTADOS OBTIDOS

De um modo geral, os alunos demonstraram uma atitude bastante positiva e envolvida ao longo da realização do trabalho. Referiram ter-se sentido maioritariamente felizes, embora alguns tenham partilhado que se sentiram nervosos e outros entusiasmados, revelando diferentes vivências emocionais perante a atividade.

Relativamente aos pontos fortes, os alunos identificaram como tarefas mais fáceis a pintura e decoração da peça de puzzle, bem como a visualização do filme e a audição da história. Estas atividades revelaram-se motivadoras, promoveram a criatividade e facilitaram a participação de todos.

No que diz respeito aos pontos fracos, os alunos referiram que o mais difícil foi falar sobre as emoções, pensar sobre aquilo que sentem e expressar como se sentem na escola. Esta dificuldade evidenciou que a verbalização dos sentimentos ainda constitui um desafio para algumas crianças, especialmente quando se trata de emoções consideradas menos positivas.

Globalmente, todos os alunos afirmaram ter gostado de realizar este trabalho, salientando que aprenderam que as emoções são importantes e que não devem ser escondidas. Reconheceram que todas as emoções são necessárias, mesmo aquelas que são mais difíceis de gerir, e que nem sempre conseguimos controlá-las. Demonstraram também compreender que não devemos excluir os outros apenas porque se portam mal, que cada pessoa é especial e única, que é importante desabafar e que nem todos sentimos da mesma forma.

Assim, considera-se que os objetivos da atividade foram alcançados, promovendo o desenvolvimento da consciência emocional, da empatia e do respeito pela diferença (físicas, intelectuais e comportamentais).

  1. DESCRIÇÃO DO TRABALHO

 

Título do Trabalho: “OUSAR SENTIR A DIFERENÇA”

Disciplina/disciplinas ou área curricular em que foi desenvolvido:

 Estudo do Meio (experimental das ciências), Português, Educação Artística (Artes Visuais, Música, Educação Física).

Endereço internet em que está divulgado:

 

  1. MEMÓRIA DESCRITIVA DO TRABALHO

 

 

I – Designação do Trabalho - “OUSAR SENTIR A DIFERENÇA”

 

II – Objetivos do Trabalho

 

O projeto que apresentamos pretende reequacionar o papel da escola, o modo como esta vê os alunos e como se organiza para responder a todos eles, contribuindo para uma cidadania inclusiva, onde a Educação assume um papel importante nos vários contextos. Procurámos fomentar a formação de alunos conscientes de si próprios e da afetividade que transmitem aos diferentes pares, capazes de conhecer os seus direitos e deveres em diálogo e no respeito pelos outros, tendo sempre como referência os valores dos direitos humanos.

Estes objetivos são pretendidos de um modo geral em Educação e urgem ser implementados, quando nos deparamos com a realidade de uma turma, com características muito “sui generis”, como é a turma 2º ano de escolaridade, onde foram detetadas desde início, várias situações problemáticas, no que concerne à adaptação ao meio escolar e à dificuldade de relacionamento entre os pares, conduzindo a comportamentos disruptivos, no espaço escolar/sala de aula, com repercussões na aprendizagem. Estes aspetos referenciados acentuaram a dificuldade de inclusão dos alunos com necessidades educativas, sendo por isso necessário uma intervenção adequada de todos os elementos da comunidade escolar, para superação de dificuldades identificadas, com ênfase no desenvolvimento de competências para a prática de uma cidadania inclusiva.

Neste sentido, considera-se premente que os alunos, sejam capazes de identificar, distinguir e gerir emoções tendo em vista a consciência de si próprios a nível emocional e psicossocial, de modo a estabelecer consigo próprio e com os outros uma relação harmoniosa e salutar.  Os alunos precisam de se emocionar para aprender e, muitas vezes, só é criado este laço com a escola quando temos a capacidade de os ensinar a sentir. Na medida em que, o que é afetivo, tal como o que é sensitivo, está intrínseca e inevitavelmente ligado ao cognitivo, não faz sentido pensar em saber sem se pensar em sentir.

Ao potenciar as capacidades sensitivas estamos inevitavelmente, a promover momentos de relaxamento e de felicidade, alicerces base da estrada que levará ao caminho do respeito pelo outro, da igualdade de oportunidades e da inclusão.  

Uma meta, que nos propomos a atingir, com este projeto desenvolvido pela turma B, do 2º ano de escolaridade, através a criação de uma sala Snoezelen. Cremos que o conceito da sala de Snoezelen será uma mais-valia, não só para estes alunos, assim como, para a diversidade da população escolar, surgindo como um recurso complementar ao que encontramos disponível nas salas de aulas convencionais. A sua implementação permitirá explorar meios alternativos de comunicação privilegiando a relação com cada um dos alunos, proporcionando um sentimento de conforto, induzindo momentos de bem-estar e de autorregulação, num ambiente terapêutico e pedagógico, bastante positivo. Este ambiente securizante será proporcionado, com recurso a equipamentos próprios, oferecerá uma grande quantidade de estímulos sensoriais, que poderão ser usados de forma individual ou combinada dos efeitos da luz, cheiro, toque, som e visão e assim, contribuirá para eliminar obstáculos e estereótipos no acesso ao currículo e à aprendizagem. Relaxar e estimular como formas de intervir, como formas de incluir!

Pretende-se com a abrangência deste projeto, garantir a efetividade de uma escola inclusiva, que promove a participação ativa e consciente dos alunos, o respeito pelas diferenças pessoais/culturais dos alunos, famílias, bem como, de outros elementos da Comunidade Educativa.

 

III – Metodologia utilizada na realização do trabalho

 

A metodologia adotada é a de trabalho de projeto, com ênfase nas metodologias ativas, assumindo como ponto de partida a problematização, no desenvolvimento das temáticas propostas e de trabalho colaborativo entre alunos, respetivos professores e técnicos, para a definição das tarefas a realizar, assim como, a sua avaliação e respetiva concretização.

O projeto desenrolar-se -à numa complementaridade entre os diferentes espaços escolares:

- Sala de aula (2º ano de escolaridade, turma B) e Sala Snoezelen (sala disponível na escola, aproveitada para a montagem da sala multissensorial), através da articulação entre as várias áreas curriculares e não curriculares.

A salientar a implementação de parcerias educativas com outros elementos ou organizações da Comunidade (Câmara Municipal de Cuba, Cuba Educa+, Centro de Paralisia Cerebral de Beja e FENACERCI).

O projeto “Ousar sentir a diferença” será divulgado através das redes sociais do Agrupamento de Escolas de Cuba (Facebook do AECUBA, Facebook da Biblioteca Escolar, AECUBA TV) e da distribuição de cartazes e flyers, em suporte de papel, na Comunidade.

 

IV – Recursos utilizados

Humanos:

Alunos, Pessoal docente e não docente, Psicomotricista, Terapeuta da Fala, Psicólogas Escolares, Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família, Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Cuba, Câmara Municipal de Cuba - Projeto Cuba Educa +, Centro de Paralisia Cerebral de Beja (CRI) e FENACERCI.

 

Materiais:

Coluna com bolhas de água, coluna de som, pufes, espelho, piscina com bolas, mural táctil, difusor de aromas, projetor de jogos de luz e de cor, colchão de massagens, tapete, biombo, materiais diferentes espessuras e texturas.

 

 

V – Resultados obtidos (pontos fortes, pontos fracos, como se sentiram os alunos ao participar, avaliação global)

 

Pontos Fortes

 

A implementação do projeto desenrolou-se na escola, enquanto espaço plural, envolvendo um universo 23 de alunos, com diferentes especificidades, em termos de capitais socioeducativos, económicos, étnicos e de nacionalidade. A multiplicidade de enquadramentos de aprendizagem e a diversidade de estratégias de intervenção resultaram do empenho dos participantes (alunos, professores, técnicos e restante Comunidade Educativa) e consequentemente, na resolução de problemas relacionados com a prática de uma cidadania inclusiva.

Através da monitorização, podemos verificar que a Sala Snoezelen, é uma ferramenta importante na consecução de uma imensa variedade de atividades, desde a estimulação/desenvolvimento de competências cognitivas, comunicacionais, sociais, motoras e educacionais e permitiu que as terapias fossem únicas e adaptadas ao ritmo de cada aluno, possibilitando responder às necessidades e preferências de forma personalizada, gerando emoções positivas, aumentando a autoestima e a capacidade de aceitação da diferença.

Um ambiente calmo, agradável e isolado de distrações exteriores, como é a Sala Snoezelen permitiu estabelecer uma relação empática e securizante entre os alunos e docentes/ou os terapeutas que os acompanharam. Esta ação resultou em melhorias na mudança de comportamentos que envolvem a prática de competências pessoais e pró-sociais, no relacionamento com o outro e com a comunidade escolar, respeitando e aceitando a diversidade, proporcionando desta forma uma progressiva apropriação de instrumentos conducentes ao crescimento emocional do grupo e tendo um grande impacto na qualidade de vida de quem a vivenciou.

Consideramos que os objetivos delineados no projeto “Ousar sentir a diferença” foram alcançados com determinação e conduziram ao sucesso, cumprindo a missiva que a escola inclusiva se constrói com todos e para todos, que esta se faz de sensibilidades despertas para a diferença, o respeito e a cumplicidade diária de um bem comum que é a inclusão.

 

Pontos Fracos

 

Estamos convictos de que este projeto tem sido um desafio exigente, contudo, com determinação e competência e unindo sinergias, através da responsabilidade comum, alcançou resultados muito positivos.

Todavia, aquando da avaliação do projeto foram identificados alguns constrangimentos nomeadamente, o facto deste ainda se encontrar a decorrer, em âmbito restrito na Comunidade, devido à situação pandémica que o país atravessa, ainda que se continuem a concertar sinergias, perspetivando-se o alargamento do seu alcance, nomeadamente com a abertura do espaço a outros elementos da Comunidade, que sejam passíveis de beneficiar deste recurso terapêutico.

Para isso, consideramos fundamental que a Sala Snoezelen seja melhor apetrechada, com maior variedade de equipamento e material sensorial por exemplo, uma cama de água musical, carrinho snoezelen, fibras óticas etc, que possibilitariam abranger um maior leque de população alvo.

 

 

  1. IMPACTO NA IMPLEMENTAÇÃO DOS DIREITOS E QUALIDADE DE VIDA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

 

 

O projeto “Ousar sentir a diferença” foi concebido a partir de problemas vivenciados e identificados pelos próprios alunos na turma do 2º ano de escolaridade nomeadamente, de dificuldades de relacionamento entre os pares, que conduziam a comportamentos disruptivos, no espaço escolar, que se acentuavam ainda mais, nos quatro alunos com necessidades educativas, comprometendo o seu bem-estar e a sua inclusão.

Na atividade dirigida à turma, dinamizada pelas psicólogas escolares, a exploração da história “As preocupações do Billy”, foram detetados e expressos os anseios e receios sentidos pelos alunos, gerando a necessidade da implementação de um projeto comum, que permitisse a resolução da problemática, que implicava negativamente a vida pessoal e escolar de cada um.

O processo assentou, no contributo de forma livre e espontânea de Todos, dentro das suas possibilidades, participaram no desenrolar de várias atividades a nível multissensorial, nos diferentes espaços escolares e sobretudo na sala Snoezelen, que permitiram o autocontrole, a melhoria da auto-estima, a redução da tensão, estimulando o surgir de emoções positivas tais como, o bem-estar, relaxamento, satisfação e alegria conjunta.

A criação e dinamização de um espaço securizante, como o da sala Snoezelen, permitiu que experienciassem situações de aprendizagem significativas, onde todos foram respeitados e valorizados, realçando a sua participação entre os seus pares, o que contribuiu para a sua valorização pessoal, autonomia e inclusão e o sentido de pertença em verdadeiras condições de equidade, com impacto na qualidade de vida de Todos.

Concurso Escola Alerta

Concurso Escola Alerta

Concurso Escola Alerta
Concurso "Escola Alerta" 2022/2023
04:14

Concurso "Escola Alerta" 2022/2023

Leituras sem Medo
14:32

Leituras sem Medo

Ousar Sentir a Diferença
14:58

Ousar Sentir a Diferença

Concurso Escola Alerta 2019 AE Cuba
06:03

Concurso Escola Alerta 2019 AE Cuba

Voltar

© 2023 - Agrupamento de Escolas de Cuba

bottom of page